O presidente da FNLA, Nimi-a-Nsimbi, abandonou a reunião do Comité Central do seu partido, que marcou a data para a realização do VI Congresso Ordinário do partido nos dias  23 a 25 de Setembro deste ano.

REDACÇÃO JORNAL FAX

Nimi-a-Nsimbi, desvalorizou todas as propostas feitas pelos membros do Comité Central, no que diz respeito à composição da comissão organizadora do congresso.

O presidente do partido escolheu secretário nacional da Frente Nacional da Libertação de Angola (FNLA) para os assuntos políticos, Roberto Nsoki, que se  encontra na formação fora do país há mais de dois anos.

O Comité Central não aceitou essa indicação, considerando a proposta como estando a violar os estatutos do partido.

Face o abandono da reunião O Comité Central da FNLA deliberou enviar ao Tribunal Constitucional (TC), um conjunto de acusações internas de violação sistemática dos estatutos do partido e falta de capacidade de liderança.

“Os membros do Comité Central deliberaram que o comunicado final desta reunião  seja encaminhado ao Tribunal Constitucional para constar nos actos da providencia cautelar não especificada referente ao processo nº1410-B/2025”, diz o Comité Central.

Na  ausência do presidente, foi criada uma comissão do Comité Central que terminou os trabalho.

A FNLA, partido histórico fundado por Holden Roberto, enfrenta mais um período de instabilidade marcado por divisões internas e disputas de liderança, num contexto que fragiliza os seus desafios políticos e eleitorais.

Recorde-se que Nimi-a-Simbi foi eleito presidente da FNLA no congresso de 2021, com a missão de reunificar os militantes após mais de uma década de liderança conturbada de Lucas Bengui Ngonda.