A JMPLA, braço juvenil do MPLA, continua de mal a pior, mesmo depois que Justino Capapinha assumiu a liderança da organização. A insatisfação é crescente entre os militantes, que não hesitam em apontar a falta de direção e visão do atual líder, considerando sua gestão ainda mais negativa do que a de seu antecessor, Crispiniano dos Santos.
Militantes da JMPLA que falaram ao Lil Pasta News expressam um sentimento de desespero e desencanto. “A organização não tem futuro”, afirmam, ressaltando a ausência de uma proposta clara para engajar a juventude angolana. Segundo eles, Capapinha é visto como um líder arrogante, desconectado da realidade e das necessidades dos jovens. “Ele está perdido no tempo e no espaço”, lamentam, enfatizando que sua fraca capacidade de liderança poderá resultar em uma nova derrota nas eleições.
A falta de projetos concretos para a juventude é uma das principais queixas. Os jovens afirmam que não se sentem representados pela JMPLA e, consequentemente, estão se afastando da organização. “Os jovens estão nem aí com a JMPLA”, dizem, apontando que a liderança fraca não consegue inspirar ou mobilizar a base. Essa desconexão é alarmante, especialmente em um momento em que a participação da juventude é crucial para o futuro político do país.
Os militantes também expressam saudade de tempos passados, quando líderes como Paulo Pombolo e Sérgio Rescova estavam à frente da JMPLA. Esses líderes eram vistos como figuras que realmente se importavam com a juventude e que não davam espaço à oposição. “Com este líder, até um simples ativista tem mais popularidade e influência na juventude do que ele”, desabafam. Essa comparação evidencia a percepção de que a JMPLA, sob a liderança de Capapinha, perdeu seu vigor e relevância.
A crítica à liderança de Justino Capapinha não é apenas uma insatisfação pontual, mas um chamado à ação. Para que a JMPLA possa recuperar a confiança da juventude, é imperativo que haja uma reavaliação das estratégias e uma renovação na liderança. Os militantes pedem uma abordagem que priorize o diálogo, a inclusão e a criação de projetos que realmente atendam às demandas dos jovens angolanos.
A JMPLA enfrenta um dilema crítico sob a liderança de Justino Capapinha. A insatisfação generalizada entre os militantes revela a urgência de mudanças significativas. Se a organização não se adaptar e não ouvir as vozes da juventude, poderá perder ainda mais espaço no cenário político angolano, tornando-se irrelevante em um momento em que a mobilização e a participação juvenil são mais necessárias do que nunca. O futuro da JMPLA e da juventude angolana depende de uma liderança que saiba ouvir, inovar e, acima de tudo, conectar-se com a realidade dos jovens.