O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, exonerou o deputado pelo círculo provincial da Huíla, Augusto Samuel, e secretário provincial do partido na liderança da estrutura partidária na província, sete anos após a sua indicação ao cargo.
Segundo informações apuradas junto de fontes do partido, a decisão resulta de uma avaliação interna sobre o desempenho político e organizativo da direcção provincial, tendo sido apontada alegada insuficiência de argumentos estratégicos para sustentar a continuidade da actual liderança num contexto considerado exigente e de preparação para os próximos desafios eleitorais.
A exoneração acontece numa fase em que os partidos políticos intensificam a mobilização das suas bases com vista às eleições gerais previstas para 2027, sendo a Huíla uma das províncias estratégicas no xadrez político nacional.
Sucessão e liderança interina
Para a sucessão de Augusto Samuel, é apontado o nome do deputado Sampaio Mukanda, cujo pronunciamento oficial poderá ocorrer este sábado, aquando da comunicação formal do partido.
Entretanto, a condução interina dos destinos da organização política na província deverá ficar a cargo do segundo secretário provincial, Feliz Kwenda, que poderá assumir a coordenação até à realização das eleições de 2027 ou até deliberação definitiva da direcção central.
Fontes partidárias admitem que a reestruturação visa reforçar a coesão interna e dinamizar a acção política junto das bases, num momento considerado crucial para a afirmação do partido na região sul do país.
Militantes divididos
A decisão está a gerar reacções divergentes entre os militantes e simpatizantes do partido na Huíla.
Uma franja manifesta-se favorável à mudança, alegando necessidade de renovação da liderança e melhoria no relacionamento interno, apontando críticas à postura adoptada por Augusto Samuel na condução dos assuntos partidários.
Por outro lado, há militantes que defendem maior ponderação, considerando que o agora exonerado dirigente desempenhou papel relevante na consolidação da estrutura local e na mobilização eleitoral nos últimos pleitos.
Observadores políticos na província entendem que o momento poderá representar uma viragem estratégica para o partido, num esforço de reorganização interna e reposicionamento político.
Divergências internas
Informações recolhidas indicam que, nos últimos anos, terão existido divergências entre Augusto Samuel e o seu adjunto, Feliz Kwenda, desde o período da campanha eleitoral anterior, altura em que o cargo de liderança provincial estaria inicialmente associado ao segundo secretário.
Apesar de ambos integrarem a direcção provincial, relatos apontam para um distanciamento institucional, com repercussões na dinâmica interna da organização.
Até ao momento, não houve pronunciamento público formal de Augusto Samuel sobre a decisão. Espera-se que nas próximas horas o partido emita uma nota oficial esclarecendo os contornos da exoneração e os próximos passos da reorganização na província.
Outras informações sobre o caso continuam em actualização.
