Angola prevê assinar um acordo com a região semiautónoma chinesa, Macau, para a troca de informações de forma a prevenir ou mesmo a travar a prática de lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo, de acordo com um despacho publicado esta segunda-feira, 24, no Boletim Oficial do Macau.

O memorando de entendimento, que visa a troca de informação relativa ao combate ao branqueamento de capitais, crimes precedentes associados, financiamento ao terrorismo e financiamento à proliferação de armas de destruição maciça, envolverá, para a assinatura, a Unidade de Informação Financeira da República de Angola e, do Macau, o comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), Leong Man Cheong, delegado pelo secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, conforme o documento rubricado pelo chefe do Executivo, Sam Hou Fai, a 14 de Fevereiro.

Um relatório anual do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, em Março de 2022, apontou Macau como um dos principais pontos de branqueamento de capitais a nível mundial.

No ano passado, Angola constou na lista cinzenta do GAFI, depois de ter ficado aquém dos regimes legais e de regulamentação financeira.

O GAFI, uma organização intergovernamental, estabelece normas internacionais em matéria de luta contra o branqueamento de capitais, o financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição maciça.

A lista cinzenta identifica os países que estão a trabalhar activamente com o GAFI para resolver deficiências estratégicas nessas áreas.

O número de transacções suspeitas registadas nos casinos de Macau atingiu um novo recorde em 2024 devido à recuperação da economia e do turismo, conforme avançou a Lusa no início de Fevereiro.

Conforme as informações, seis operadoras de casinos em Macau submeteram, no total, 3.837 participações de transacções suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo em 2024, mais 11,8 por cento do que no ano anterior.

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