O MPLA (poder em Angola) acusa a UNITA (oposição) de “manobras políticas para desestabilizar o país e semear a discórdia” e que ter sido incapaz de aceitar os resultados das eleições de 2022 que deram a vitória ao MPLA.

Num comunicado divulgado na sua página de Facebook, o MPLA acusa o maior partido da oposição angolana de “acusações falaciosas e irresponsáveis” e de “manobras políticas para “desestabilizar o país e semear discórdia entre os angolanos”.

Segundo o MPLA, no poder em Angola desde 1975, a UNITA não foi capaz de aceitar os resultados de 2022, tal como em 1992 e “em vez de trabalhar para Angola, prefere fomentar a divisão e a desordem”.

“A UNITA está na memoria dos angolanos como o partido que até hoje não conseguiu expurgar de si as práticas que levaram à destruição e ao sofrimento de tantos angolanos durante a guerra civil”, critica o partido do poder.

Em conferência de imprensa, na quarta-feira, o líder da bancada da UNITA, Liberty Chiaka, considerou o desempenho da Assembleia Nacional durante o segundo ano parlamentar da V Legislatura, que encerrou em 15 de agosto, “marcadamente negativo”, porque o órgão legislativo de Angola não se afirmou como poder soberano com identidade própria, separado e independente do poder executivo, capaz de interpretar e afirmar em cada ato legislativo a vontade soberana do povo.

O parlamento angolano, segundo Chiaka, continua a subordinar-se à vontade do Presidente angolano, João Loureço, numa alusão à plenária de outubro de 2023, que não criou uma comissão eventual para analisar processo de acusação e destituição do Presidente angolano, em “violação à Constituição”.

“Ainda não foi desta vez que, em termos de iniciativa legislativa, a Assembleia Nacional se afirmou como o poder legislativo por excelência da República de Angola, pois, a sua produção legislativa por iniciativa própria foi nula”, frisou o dirigente da UNITA

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