O processo de candidaturas ao cargo de presidente da FNLA vai decorrer entre os dias 20 e 27 deste mês, anunciou, quarta-feira, em conferência de imprensa, o coordenador da Comissão Preparatória do VI Congresso do partido, Ndonda Nzinga.

Segundo o político da FNLA, decorrem, neste momento, os preparativos do conclave, evento que considera decisivo para a definição do futuro da liderança da formação política fundada por Álvaro Holden Roberto.

Durante o encontro com os jornalistas, realizado na sede nacional da FNLA, Ndonda Nzinga detalhou os procedimentos que vão nortear o processo interno, sublinhando o compromisso com a democracia partidária e a transparência.

“É com grande sentido de responsabilidade que anunciamos o período de formalização das candidaturas à presidência do nosso partido. Entre os dias 20 e 27 de Julho todos os militantes que reúnam os requisitos estatutários poderão apresentar as suas candidaturas”, afirmou o coordenador da Comissão Preparatória do Congresso da FNLA.

“Este é um momento de reflexão profunda e de compromisso com os ideais que sempre nortearam a FNLA desde a sua fundação”, acrescentou Ndonda Nzinga, visivelmente satisfeito com o avanço dos trabalhos.

Jovens do partido mobilizados

A Juventude da FNLA está a redobrar esforços para a mobilização de mais jovens para as fileiras do partido, tendo em conta os desafios eleitorais de 2027.

O apelo foi expresso, na última terça-feira, em Luanda, pelo secretário-geral da JFNLA, Carlos Cassoma, durante uma conferência de imprensa convocada com o objectivo de apelar à direcção do partido a promover a abertura de espaços de diálogo com a juventude, tendo em conta o papel determinante que esta franja da sociedade desempenha na mobilização política.

“A juventude representa uma das maiores forças de transformação social em Angola. Por isso, deve liderar a construção de um futuro mais inclusivo e democrático para todos os cidadãos”, afirmou o jovem político.

Carlos Cassoma considerou o actual momento político de extrema responsabilidade para a FNLA, face à persistente crise interna que o partido enfrenta.