O Coordenador da Associação dos Ardinas de Angola (AAA), José Manuel, mostrou-se preocupado com o desaparecimento do formato físico do jornal Hora H. O posicionamento foi manifestado nesta quinta-feira, 28, durante a apresentação do projecto da Associação dos Ardinas de Angola, realizada no CEFOJOR.
O responsável pelos vendedores de jornais lamentou a actual condição do Semanário “Hora H”, que, devido ao encerramento e aos entraves enfrentados pelas gráficas responsáveis pela impressão do jornal, viu-se obrigado a migrar para o formato digital.
De acordo com José Manuel, a mudança acabou por afectar os ardinas, que tinham na venda dos exemplares físicos uma fonte de sustento para as suas famílias.
´´Quando se trata em vendas do jornal eu estou lá, mas desde que sumiu nós nos preocupamos porque sentimos que a nossa profissão está em risco´´ disse.
Aos 22 de Julho de 2025 foi criada a Associação dos Ardinas de Angola (AAA), com o objectivo de organizar e valorizar a actividade dos ardinas no país.
Entre os principais propósitos da associação constam a melhoria das condições de venda de jornais e revistas em Angola, a criação de novos pontos de venda em quiosques e locais estratégicos, bem como a defesa dos interesses sociais e profissionais dos vendedores de jornais.
A organização pretende igualmente adaptar os ardinas às novas dinâmicas do mercado digital e diversificar as fontes de rendimento dos associados.
