A África do Sul volta a enfrentar um clima de tensão social marcado por episódios de xenofobia, com grupos radicais a ameaçarem uma paralisação nacional até ao próximo dia 4 de Maio, caso imigrantes permaneçam no país.
Apesar de ter superado formalmente o regime do Apartheid, o país continua a lidar com décadas de violência xenofóbica, registando um aumento de casos de discriminação e mortes associadas à intolerância.
De acordo com o site Cape Town Etc., a paralisação tem vindo a ganhar força nas redes sociais, sendo promovida sob o slogan “Mande os estrangeiros para casa”. A mobilização poderá abranger grandes centros urbanos como Cidade do Cabo, Joanesburgo, Pretória e Durban, levantando preocupações quanto à segurança pública, ao funcionamento da economia e ao quotidiano das populações.
Nesta segunda-feira (27), a Embaixada de Angola na África do Sul informou que, até ao momento, não há registo oficial de cidadãos angolanos directamente afectados por actos de violência relacionados com as manifestações e a crescente tensão social. Ainda assim, as autoridades diplomáticas asseguram estar a acompanhar de perto a evolução da situação.
Nos últimos dias, várias cidades sul-africanas têm registado incidentes associados à xenofobia, com acções promovidas por grupos que defendem a expulsão de imigrantes africanos, sob o argumento de que o país “pertence apenas aos sul-africanos”. O cenário tem gerado apreensão entre comunidades estrangeiras e autoridades locais, num contexto de agravamento das tensões sociais.
