Os esforços para alavancar o turismo têm sido esboçados, mas na prática ainda não se vê nada, havendo quem diga que o Presidente da República tem sido “sistematicamente” enganado.

“Há mais de um ano, o Chefe do Executivo instou o Ministério do Turismo a apresentar um diagnóstico para sabermos por que razão o sector não avançou, e a resposta até hoje não a temos. Será que é com a vinda de Will Smith que já teremos um turismo funcional?”, a questão é colocada por um antigo funcionário público que prefere a omissão da sua identidade, para “não perder o pão” porcionadas pela natureza ao nosso país continuarão no mesmo lugar sem a sua devida utilização”.

Esta entidade deu o exemplo do projecto Okavango-Zambeze, que integra outros países da região, que ao ser concretizado daria motivos para o turista estrangeiro vir a Angola, “mas não se fez ainda nada plausível, quando os outros países já vão muito adiantados”.

Numa altura em que se fala sempre da diversificação económica, o turismo pode ser uma alavanca segura para reduzir a dependência das receitas petrolíferas.

“Na nossa região temos países como o Botswana, o Zimbabué, a Zâmbia, ou a Namibia, onde o turismo tem um peso assinalável na economia. O que precisamos é apenas de copiar esses bons exemplos para serem reeditados no nosso país e aproveitar de forma eficiente as enormes potencialidades existentes”.

Em África, boa parte dos países do corredor oriental têm no turismo o forte da sua economia. “Esse corredor inicia praticamente na Tanzânia, passa pelo Quénia, Moçambique e termina na África do Sul. Então se 2×2 é igual a quatro nestes países, aqui também podemos tem de acontecer a mesma equação, porque temos tudo para dar certo”, defendeu o mesmo interlocutor.

O economista Samuel Felino também acha que o nosso país pode deixar de depender apenas do petróleo, apostando seriamente no turismo.

“É inconcebível que com tantas belezas que o nosso país tem o turismo esteja a ser negligenciado”, lamentou Felino, indicando, por exemplo, o facto de as ‘Águas quentes do Alto Hama’, no Huambo, estarem abandonadas, acontecendo o mesmo com a estância das águas do Cota, no Cuanza Sul.

De acordo com ele, com um rigoroso empenho o turismo pode se transformar no nosso ‘petróleo verde’, com o ingresso de divisas deste recurso.

Na vinda ao nosso país, esta semana, do actor norte-americano Will Smith, tem sido questionada em vários círculos locais. E adensam-se esses questionamentos pelo suposto facto do também músico ter sido transportado num avião do Ministério da Administração do Território (MAT), correndo, portanto, todas as despesas da sua estadia em Angola por conta do erário público. E algumas evidências disseminadas nas redes sociais ainda não foram rebatidas pelas autoridades.

É isto que está a arreliar a muita gente, numa altura em que o dinheiro gasto com essa incursão do americano daria, segundo algumas estimativas, para aliviar a dívida pública para com algumas empresas que fornecendo bens e serviços ao Estado, estão sem dinheiro para a sua manobra, e por isso mesmo, condenadas à falência.

A digressão de Will Smith terá sido justificada pelas autoridades com a necessidade de se projectar o turismo. E o produtor norte-americano teve a honra de ser recebido no Palácio da Cidade Alta.“Não se está a conseguir acertar no turismo.

Aqui está o problema.

Infelizmente, o Presidente da República não consegue acertar o sector.

Muito volume financeiro para semear algo que não tem se quer frutos.

A árvore do turismo não dá sinal de que vai florir”, referiu o mesmo funcionário, que acha que em vez de se gastar rios de dinheiro com o americano, o melhor seria olhar para a construção de infraestruturas que interagem no desenvolvimento do sector turístico nacional.

Para este contacto, querer dar a conhecer Angola por via de uma figura pública da dimensão do cidadão americano é bom, mas a ‘montanha pode parir um rato’ se não se atacarem as infraestruturas.

“No meu ver, o que devemos fazer é construir boas estradas, infraestruturar os pólos de desenvolvimento turístico há muito identificados, proporcionando água e luz, para que o investidor encontre a razão de empatar aqui o seu dinheiro”, apontou, observando ainda que “longe desses aspectos, os nossos rios, as nossas belas paisagens, enfim, as maravilhas. Porcionadas pela natureza ao nosso país continuarão no mesmo lugar sem a sua devida utilização”.

Esta entidade deu o exemplo do projecto Okavango-Zambeze, que integra outros países da região, que ao ser concretizado daria motivos para o turista estrangeiro vir a Angola, “mas não se fez ainda nada plausível, quando os outros países já vão muito adiantados”.

Numa altura em que se fala sempre da diversificação económica, o turismo pode ser uma alavanca segura para reduzir a dependência das receitas petrolíferas.

“Na nossa região temos países como o Botswana, o Zimbabué, a Zâmbia, ou a Namibia, onde o turismo tem um peso assinalável na economia. O que precisamos é apenas de copiar esses bons exemplos para serem reeditados no nosso país e aproveitar de forma eficiente as enormes potencialidades existentes”.

Em África, boa parte dos países do corredor oriental têm no turismo o forte da sua economia. “Esse corredor inicia praticamente na Tanzânia, passa pelo Quénia, Moçambique e termina na África do Sul. Então se 2×2 é igual a quatro nestes países, aqui também podemos tem de acontecer a mesma equação, porque temos tudo para dar certo”, defendeu o mesmo interlocutor.

O economista Samuel Felino também acha que o nosso país pode deixar de depender apenas do petróleo, apostando seriamente no turismo.

“É inconcebível que com tantas belezas que o nosso país tem o turismo esteja a ser negligenciado”, lamentou Felino, indicando, por exemplo, o facto de as ‘Águas quentes do Alto Hama’, no Huambo, estarem abandonadas, acontecendo o mesmo com a estância das águas do Cota, no Cuanza Sul.

De acordo com ele, com um rigoroso empenho o turismo pode se transformar no nosso ‘petróleo verde’, com o ingresso de divisas deste recurso.