Após denúncias que apontam para alegadas fraudes e interferências políticas no processo eleitoral para a escolha do novo presidente da Associação dos Estudantes do Instituto Metropolitano de Angola (ADEIMA), a instituição realizou, na sexta-feira, 23 de Janeiro, a cerimónia de tomada de posse da nova direcção da referida associação para o ano lectivo 2026/2027
Redacção Fax
O acto decorreu no auditório do IMETRO, no município da Samba, e contou com uma presença significativa de estudantes, líderes juvenis e personalidades ligadas ao sector da educação. A cerimónia ficou também marcada pela participação massiva de militantes do MPLA, encabeçados pela Primeira Secretária da JMPLA na província de Luanda, Jéssica Romero, acompanhada por diversos membros do partido provenientes do município da Samba.
Na sessão de abertura, o presidente do IMETRO, Zekeu Zengo, reafirmou o compromisso da instituição com a formação de quadros qualificados, preparados para responder às exigências do mercado de trabalho e contribuir para o desenvolvimento do país.
A nova direcção da Associação dos Estudantes passa a ser liderada pela estudante do segundo ano, Quesia Paciência, cujo nome tem sido associado, segundo denúncias, a alegadas ligações a estruturas partidárias no seio da instituição, facto que tem gerado controvérsia entre alguns estudantes.
O jornal Fax apurou que o processo eleitoral que antecedeu a tomada de posse foi marcado por várias acusações de irregularidades. Entre os visados está o vice-presidente cessante, Joel Pombo, alegadamente envolvido em práticas que violariam o regulamento eleitoral, nomeadamente o início antecipado da campanha e o apoio explícito a candidata, situação proibida pelas normas internas.
Circulam ainda vídeos, gravados de forma clandestina, que mostram o referido dirigente sozinho numa sala, durante o período de votação, a manusear e assinar boletins de voto, imagens que têm levantado sérias dúvidas quanto à transparência do processo.
Os órgão eleitorais defenderam que as eleições decorreram de forma justa e transparente, não havendo nenhum reclamação formal dos insatisfeito, que apenas recusaram assinar a acta final, os que alguns estudantes dizem não ser verdade.
